terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dondevimprondevô?

Foto da década de 60, Sagrada Família é o nome dessa igrejinha, Jardim da Saúde, cidade de São Paulo. Era da ordem dos  dominicanos em  meados dos 60. Meu primeiro encontro com uma organização social: o Centro Comunitário de Jovens (CCJ),  laico,  que  propiciou a mim, e aos meus amigos de rua, experimentarmos a co-gestão de conflitos entre uma dezena de grupos de jovens do bairro  - grupos ou gangues  -  que utilizavam o centro  poliesportivo da prefeitura de São Paulo.  Foi meu beabá de cidadania. Fui ter outro contato com a ordem dos dominicanos em 1977, quando estava no presidio Esmeraldino Bandeira em Bangú, Rio. Era um frei que estava na paroquia no município de Socorro,  interior de São Paulo, que confortava a  minha - então  - católica sogra,  dizendo-lhe que éramos socialistas e que lutávamos por um mundo igualitário e  solidário e que  ela poderia  orgulhar-se disso. Começamos a nos corresponder ainda na prisão e depois fomos conhecer o trabalho deles na periferia da zona leste de São Paulo. Foi através dele que conheci a Teologia da Libertação. No meu contato que tive na vida com  dominicanos  gostei do que vi, ouvi,  li e vivi.  

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